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A Internet mudou a forma de fazer campanha
Postado por Nathália Pontes. 28/07/2010 ás 19:29hs.

Marina Silva (PV) - Vê a internet como instrumento para atrair simpatizantes. Possui um blog e um Twitter com 111.138 seguidores. Possui ainda um espaço chamado "Movimento Marina Silva"
As disputas eleitorais na internet começaram há menos de um mês e os principais candidatos já ocupam significativa presença na rede. Além de promover interatividade, o mundo virtual diminui a distância entre candidatos e eleitores por meio de diálogos e narrativas em tempo real. As redes sociais como o Orkut, Twitter, Facebook, YouTube, dentre outros, representam bem mais do que “santinhos” de autopromoção, principalmente para as eleições deste ano.
Os candidatos utilizam-se da internet para opinar sobre diversos assuntos, expor suas agendas, responder os questionamentos do eleitorado, receber conselhos e opiniões e ter um feedback do trabalho que estão realizando. Alguns deles utilizam a rede como verdadeiro diário, tornando pública a vida particular. Mais do que como políticos, revelam-se como pessoas.

José Serra (PSDB) - Está presente em diversas redes sociais, e vê na internet uma forma de mobilização. O tucano busca aproximar-se do internauta fomentando discussões sobre os mais diversos assuntos. Possui 310.901 seguidores no Twitter. O principal site da campanha é o "Mobiliza PSDB", e a novidade é a rede social Ning, plataforma da Web 2.0, "propostaserra".
A campanha na internet conta com alguns benefícios como a velocidade e o baixo custo. Além disso, tem a seu favor o comprometimento do leitor. Nessa plataforma, em discrepância ao que ocorre no rádio e na TV, só busca informação quem realmente tem interesse. O acesso é voluntário e a audiência não mente. O que também é um desafio.
Ao mesmo tempo em que os candidatos encontram mais espaço para expor suas idéias e projetos, ele tem uma responsabilidade maior com a transparência das palavras e o cumprimento das propostas. O eleitor de hoje é bem informado e exigente, e pode usar a poderosa arma da internet a seu favor.
As redes sociais apresentam ainda outros desafios. Por usá-las mal, ou usá-las muito, o candidato pode importunar o internauta em vez de fisgá-lo. Há uma linha tênue entre informação e inconveniência. Os candidatos não podem, por outro lado, ignorar a interação com o leitor. E não basta que falem seus assessores particulares; o eleitor quer contato direto.

Dilma Rousseff (PT) - acredita na internet como uma arma para a militância e fidelização. Está presente nas principais redes sociais do Brasil. Possui 129.767 seguidores no Twitter.
Eleições 2010
Os principais candidatos à presidência, José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), já têm núcleos voltados para a comunicação digital. Além disso, contam com militantes formais e informais para mobilizar o público internauta e a população, em geral.O uso eleitoral da internet ganhou relevância com a eleição de Barack Obama nos EUA, em 2008, mas é importante lembrar que o fenômeno não se repetiu no Brasil. Apesar do número cada vez maior de brasileiros com acesso à internet, a mídia digital nas eleições ainda é uma novidade em fase experimental. Influencia na escolha do eleitor, mas não é decisiva. Termina com a hegemonia das mídias tradicionais, mas não pauta todos os cidadãos.
Embora as eleições brasileiras estejam estreando no cenário da internet de forma dinâmica e plural, é perigoso estar alheio ao mundo cibernético. O candidato que se exime, será cobrado.

É fato que a TV e o rádio são as ferramentas de maior aposta na campanha eleitoral. Ainda assim a internet ocupará um bom espaço na estratégia dos partidos já que poderá ser usada também para repercutir a comunicação dos meios clássicos. Serão frequentes as opiniões a respeito dos conteúdos e o reprodução em canais como You Tube e redes sociais. A web perpetuará o que vai acontecer na TV e até poderá ajudar a produzir o que será mostrado nos próximos programas da campanha eleitoral.